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Visão de Zacarias
O
profeta vê quatro "poderes". Ele
relata assim o que viu: "E levantei os meus
olhos, e olhei, e vi quatro poderes. E disse ao
anjo que falava comigo: que é isto? E ele
me disse: Estes são os poderes que disper-saram
a Judá, a Israel e a Jerusalém.
E o Senhor me mostrou quatro ferreiros. Então
eu disse: Que vêm estes fazer? E ele me
falou dizendo: Estes são os po-deres que
dispersaram Judá de maneira que ninguém
pôde levantar a sua cabe-ça; estes
pois vieram para os amedrontarem, para derribarem
os poderes das nações que levantam
o seu poder contra a terra de Judá, para
a espalharem (Zc 1.18-21). O que é isto
que o homem de Deus vê? Estes são
poderes espirituais hos-tis que foram enviados
para dispersar, causar medo, ferir a nação
de Israel, le-vando-os à bancarrota, pois
os homens que faziam parte daquela nação
foram de tal modo atingidos que não "pôde
levantar a sua cabeça", ou seja, tinham
agora seus olhos fitos no chão, como símbolo
de sua derrota e falta de esperan-ça, pois
quando havia desesperança, o salmista dizia
"elevo os meus olhos para os montes",
como quem espera uma manifestação
advinda do alto, morada de Deus e lugar de onde
viria o livramento.
Notemos também que estes são pode-res
ligados ao mundo (podemos entender aqui "mundo"
como sendo o sistema vigente), pois o número
quatro é o número do mundo na Bíblia.
Os poderes mencionados são nada mais do
que principados demoníacos enviados com
a missão de tentar causar um impacto profundamente
negativo dentro da nação de Deus.
A nação de Deus agora parece estar
destruída, sem esperança, cabis-baixa
e sofrendo de uma doença crônica:
desunião. O inferno ocupa-se em ten-tar
frustrar os planos de Deus, profetizados pelo
Espírito Santo através de seus servos
através dos séculos a fio, e sempre
procura deter o avanço do Reino (do-mínio)
de Deus na terra. Para eles não interessa
que seja restabelecida a Teo-cracia (o governo
direto de Deus na terra), mas interessa que o
mundo creia que o sistema atual de coisas é
normal (entenda-se por sistema atual de coisas
todo o arcabouço legal, moral e espiritual
vigente no mundo), com todos os ma-les que cercam
a humanidade como dor, guerras, angústias,
enfermidades, etc...
O inferno empenha-se em convencer o mundo de que
isto tudo é normal e que tudo um dia acabará
(somente não explica como). Porém
Deus envia seu livramento para Israel. Não
usa das mesmas táticas de guerra que o
inimigo, porém ele age de maneira completamente
diferente: enquanto o inimigo usa a força
para "persuadir" o mundo de suas intenções
Deus se vale de outro meio: "Não por
força nem por violência, mas pelo
meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos".
A estratégia divina é que o Espírito
Santo dará o livramento aos seus servos;
a força bruta, os meios humanos, os argumentos
e estratégias hu-manas nada valem se comparados
ao estratagema do Espírito de Deus. No
infer-no são feitos planos mirabolantes
para a destruição dos intentos divinos,
mas é o Espírito de Deus quem frustra
os planos do inimigo usando as mais diversas formas
para derrotar o inferno em sua campanha contra
a Igreja de Jesus Cristo na terra.
E os "poderes" que foram enviados com
uma missão especial são sem-pre
novamente vencidos pelo doce e poderoso Espírito
de Deus com sua multi-forme sabedoria, manifesta
na Igreja, que é o instrumento usado por
Êle para humilhar o inimigo e sujeitá-lo
à seus pés. Devemos entender que
o atual sistema de coisas vigente no mundo é
to-talmente satânico, e é através
deste sistema que o inimigo se levanta contra
a Igreja para forçá-la a recuar
e ceder novamente terreno àquele que diz
ser o "dono" do mundo. Até mesmo
a Igreja corre o risco de "adequar-se"
ao sistema, pois às vezes é mais
cômodo adequar-se à lutar; "afinal
de contas não queremos estar sempre em
conflito com o mundo" é o que dizem
alguns, mas novamente percebemos o estratagema
do inimigo que tenta "dispersar" a Igreja
para enfra-quecê-la. Precisamos ter a mesma
visão que nosso irmão, o profeta
Isaías teve, e nos momentos em que a luta
estiver mais acirrada, experimentarmos o livra-mento
do Senhor, pois, "vindo o inimigo, como uma
corrente de águas o Espírito do
Senhor arvorará contra ele a sua bandeira"
(Is 59.19).
Você já imaginou a cena: o inimigo
agiganta-se à nossa frente, obscure-cendo
toda a nossa visão, gritando palavras de
ordem, blasfemando contra o Senhor, exigindo que
nos rendamos e tornemos de volta ao cativeiro,
clamando por valentes que lutem contra ele para
decidirem então quem é o melhor,
e en-tão, de repente, como uma forte corrente
de águas que não pode ser contida
por nada nem por ninguém vem o Espírito
Santo de Deus e arvora contra este "gi-gante"
a sua bandeira, onde está a figura de um
Cordeiro salpicada de sangue e lhe diz: "Digno
é o Cordeiro que foi morto de receber o
poder, e riquezas, e sa-bedoria, e força,
e honra, e glória, e ações
de graças". É assim que A escritura
nos declara que será! Estamos participando
de uma guerra que já foi ganha para nós
no Calvário. Agora sejamos pois conscientes
daquilo que Deus tem preparado para nós:
uma grande batalha na qual entramos para tomar
os despojos do inimigo, pois ao nosso lado milita
o Vencedor do Calvário! Seu Espírito
nos foi deixado para que possa nos guiar à
toda a vitória; mão somente à
vitória, mais a uma vitória completa,
definitiva, arrasadora, que nos fará triunfar
sobre o inimigo e reafirmará o que já
foi dito por Paulo: "Ora, o Espírito
é o Senhor!" Aleluia!
Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!
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com o autor: mmoreno@shemaysrael.com.br
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