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>>> Jesus Veio Para Endireitar

"Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo nenhum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus" - Lucas 13:12-13
Diz o dito popular: "Pau que nasce torto, morre torto". Se isso é verdade no mundo físico, não precisa ser verdade no mundo espiritual. A mulher curada por Jesus estava possessa de um espírito de enfermidade havia dezoito anos.
Os caminhos que levam à tortuosidade são muitos. Do momento do nascimento até a sua morte o ser humano enfrenta uma batalha diária para se manter ereto. Empenha nisso a sua própria saúde, seus sentimentos e muitas vezes se perde nessa luta.
Essa mulher com certeza não nasceu dessa forma; foi levada à tortuosidade pelo pai de todas as enfermidades. Doença, falta de perdão, trabalho escravo, falta de assistência adequada. Poderíamos especular sobre os motivos que a levaram a essa situação, o texto não informa.
Mas o que o texto informa com clareza, não deixando a menor dúvida, é que quem se achega a Jesus, não importando os motivos da sua tortuosidade, sai endireitado.
A religião estabelecida, representada no v. 14 pelo chefe da sinagoga, tenta marcar hora para tratar da tortuosidade humana. As curas poderiam ser conseguidas em qualquer dia da semana, menos no sábado. Jesus censura a hipocrisia dos religiosos e revela que a sua doutrina é totalmente diferente: o homem deve ter preferência sobre tradições e preceitos, não há tempo pré-determinado para se livrar as pessoas da mão do diabo, pois o diabo não respeita regras e preceitos para escravizá-las.
A religião muitas vezes tem critérios perversos e confusos, privilegia o irracional em detrimento do racional, torna-se ilógica e desumana ao permitir o cuidado de animais no dia de sábado, enquanto limita o poder de Deus para curar um ser humano (v. 15).
Quando Jesus perguntou o motivo pelo qual não se poderia livrar essa mulher da sua enfermidade num sábado, houve naturalmente uma divisão em seu auditório: os religiosos, seus adversários se envergonharam, enquanto o povo se alegrou pelo fato de Jesus estar realizando seus prodígios.
O difícil é distinguir entre a tortuosidade imposta e a espontânea. À mulher havia sido imposta, pois ela "de modo nenhum podia endireitar-se". Aos políticos e criminosos que tem estado constantemente nas manchetes dos nossos noticiários o livrar-se das tortuosidades não parece ser o seu objetivo de vida.
A eles a tortuosidade moral, ainda que tenha sido imposta, foi acolhida e vestida como se fosse uma roupa fina. Livrar-se dela não parece estar nos seus planos.
A diferença entre a tortuosidade imposta e a espontânea é que a primeira leva a pessoa naturalmente a procurar a cura enquanto a segunda conduz à fuga dos meios que a eliminem.
A primeira é humilde, pode ser trabalhada, a segunda é cínica, endurecida.
Percebemos aí a diferença de postura (com o perdão do trocadilho). A mulher freqüentava a sinagoga, buscava os ensinos da Lei de Deus. Aconteceu de nesse dia o mestre ser o próprio Jesus.


Oswaldo Chirov

 

 

 




 

 


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